Meu coração começou a disparar. Seria algo perigoso? Algo vivo?
Ajoelhei-me para observar mais de perto. Os objetos eram de um branco pálido, quase translúcidos sob certas luzes. Tinham uma textura macia e flexível — não dura como uma casca de ovo, mas também não mole como uma cápsula de gel.
Liguei para meu marido. "Venha aqui. Agora."
Ele entrou, me viu ajoelhado no chão e ergueu uma sobrancelha. "O que está acontecendo?"
“Não sei. Olha.”
Ele se ajoelhou ao meu lado. Ficamos olhando para os dois objetos estranhos em silêncio.
“São… ovos?”, perguntou ele.
"Eu penso que sim."
“De quê?”
"Não sei."
Ligamos para nossa vizinha, que por acaso era professora de biologia. Ela veio, deu uma olhada e sorriu.
“São ovos de lagarto”, disse ela. “Provavelmente de uma lagartixa doméstica. São inofensivos.”
Inofensivos. Lagartos. No meu quarto.
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