"Sim", eu disse baixinho, dando um passo à frente com Sophie nos braços. "Eu tomei a decisão."
A sala se moveu.
Não era um barulho alto.
Não de uma forma dramática.
Mas isso já basta.
Os policiais perceberam.
"Senhora", disse um deles gentilmente, "pode nos dizer o que está acontecendo?"
Respirei fundo.
Tudo em mim queria duvidar.
Para aliviar a situação.
Duvidando de mim mesma.
Mas aí eu olhei para Sophie.
O jeito como ele me abraçou.
O jeito como suas mãozinhas se agarravam à minha camisa, como se ela tivesse medo de soltar.
E eu deixei de ter dúvidas.
"Estou preocupada com a minha filha", eu disse. "O banho dura mais de uma hora todas as noites. Ela está com medo. Ela disse... ela disse que não a deixam falar sobre isso."
A sala mergulhou em completo silêncio.
Mark soltou uma risadinha.
"Ele tem cinco anos", disse ela. "Ele inventa coisas. É só uma rotina..."
"Senhor", interrompeu o policial, "precisamos que o senhor se afaste."
O sorriso de Mark desapareceu.
Só um pouquinho.
"É mesmo necessário?", perguntou ele.
—Sim — respondeu o agente com firmeza.
Mark hesitou.
Então ele deu um passo para trás.
O segundo agente se virou para mim.
—Senhora, vamos dar uma olhada, se não se importar.
Assenti com a cabeça imediatamente.
-Por favor.
Eles se dirigiram para o corredor.
Em direção ao banheiro.
Meu coração voltou a bater forte.
Mark permaneceu no quarto.
Mas seus olhos os seguiram.
Empresas.
Concentrado.
Observador.
O policial abriu a porta do banheiro.
A luz ainda estava acesa.
O vapor flutuava no ar.
Tudo parecia… normal.
Normal demais.
Então o policial entrou.
Ele fez uma pausa.
E ele se inclinou ligeiramente para a frente.
"O que é isto?", perguntou ele.
Veja o resto na próxima página.