Não demorei muito para perceber que ele estava interessado em mim.
Ele era quarenta anos mais velho, mas ainda saudável, charmoso e acessível.
Jantamos juntos algumas vezes depois disso. Eu dizia a mim mesma que não era nada sério, nada significativo. Ele era estável, previsível — o completo oposto da minha vida.
Não era romântico. Meu coração não disparava. Era mais como um interlúdio mágico, uma chance de respirar e não carregar todo o meu fardo sozinha por algumas horas.
Então, uma noite, tudo mudou.
Eu estava reclamando de algo trivial: minha filha de repente se recusou a comer mingau de aveia e insistiu em comer um cereal caro que eu não podia mais comprar.
"Eu só comprei uma vez", suspirei. "Agora ela espera isso o tempo todo."
"Você não precisa viver assim", disse Richard.
Dei uma risadinha. "Seria bom."
"Estou falando sério", ele continuou. "Não é só sobre o café da manhã."
Antes que eu pudesse responder, ele estendeu a mão por cima da mesa e segurou as minhas.
"Posso lhe oferecer estabilidade", disse ele. "Um lar de verdade. Segurança para você e seus filhos. Uma vida sem preocupações constantes." Meu coração disparou. "Richard... o que você está dizendo?"
Ele sorriu gentilmente. "Estou lhe pedindo em casamento."
Então, ele tirou uma caixinha de anel.
Dentro havia um anel de diamante e safira de valor inestimável.
"Deixe-me cuidar de você", disse ele.
Eu o encarei, perdida em meus pensamentos. Eu amei alguém, tentei construir minha vida em cima desse amor. Ele me deixou sozinha, devastada pela dor, abandonada.