O chefe da máfia chegou cedo em casa, então sua empregada o agarrou pelo braço e sussurrou: "Não faça barulho!"

Ela reencontrou o olhar dele.

“Mas você não é o homem que eles descreveram.”

Vincent não disse nada.

Ela nunca se importou com o que os outros pensavam.

No entanto, ouvir essas palavras de alguém que passou três anos observando cada momento comum de sua vida soou estranhamente diferente.

Saindo do armário...

Marcos parou.

- Espere.

Todos os músculos do corpo de Elena se tensionaram.

“Sinto cheiro de perfume.”

Um dos homens armados riu.

– Você está no quarto dele.

- Não.

Marcus se virou lentamente.

“A empregada doméstica”.

Seus passos se aproximaram.

Mais perto.

Mais perto.

A maçaneta do armário se moveu.

Preso.

Marcus franziu a testa.

– Elena?

Sem resposta.

"Abrir a porta."

Vincent procurou a arma debaixo do vestido de Elena.

Ela agarrou o pulso dele.

- Ainda não.

A voz de Marcus endureceu.

– Elena.

“Eu sei que você está aí.”

Silêncio.

Então-

Bang!

A porta do armário explodiu para dentro.

Lascas de madeira em ternos caros.

Marcus ergueu a arma.

O sorriso dela desapareceu.

"...Tio".

Por um segundo infinito...

Ninguém se mexeu.

Marcus olhou para fora da janela de Vincent...

Para Elena...

Por causa da arma que Vincent tinha na mão.

Então tudo explodiu.

Os tiros quebraram espelhos.

O vidro explodiu no quarto.

Vincent empurrou Elena para trás de si enquanto as balas atravessavam os casacos pendurados.

Marcus mergulhou atrás da cama.

Dois homens armados avançaram correndo.

Vincent disparou duas vezes.

Anos de instinto nunca desapareceram.

Os dois homens desmaiaram antes de chegar ao armário.

Marcus respondeu.

A bala atingiu de raspão o ombro de Vincent.

Elena atirou-o em direção à parede escondida atrás dos ternos.

"Aqui!"

Ele pressionou um pequeno gancho de latão.

Clique.

Uma parte da parede se abriu.

Vincent olhou.

“Um túnel?”

Ela assentiu com a cabeça.

“Encontrei-o durante as renovações.”

Você nunca contou para ninguém?

"Eu esperava nunca precisar disso."

Eles desapareceram na escuridão no exato momento em que outra rajada de balas atravessou o armário.

Marcus gritou atrás deles.

“Selar todas as saídas!”

"Eles não podem sair desta casa vivos!"

O túnel cheirava a concreto úmido e a uma história esquecida.

As luzes de emergência piscaram no teto.

Vincent caminhou rapidamente, apesar do sangue que encharcava sua manga.

Elena permaneceu ao lado dele.

“Você construiu isso?”

“Foi meu avô quem fez isso.”

“Por causa da guerra.”

“Ninguém vivo deveria saber que ele existe.”

Ele olhou em volta.

“Marcus não fez isso.”

A expressão de Vincent escureceu.

"O que significa que ainda temos uma vantagem."

Atrás deles, ouviam-se passos distantes.

“Eles estão nos seguindo.”

“Eles encontraram outra entrada.”

Vincent assentiu com a cabeça.

“Eles sempre faziam isso.”

O túnel bifurcava-se.

À esquerda, seguia-se em direção ao rio.

Bem ali na antiga adega.

Elena agarrou o braço dele.

"Rio".

Vincent não se mexeu.

- Não.

“Eles esperam que a gente corra.”

Em vez de...

Ele sorriu.

Elena mal o reconheceu com aquele sorriso tão frio.

“Eles passaram meses planejando como matar Vincent Torino.”

“Eles se esqueceram de uma coisa.”

- O que é isso?

“Eles ainda estão dentro da minha casa.”

Parte 3 – Conclusão
Marcus entrou na sala de controle subterrânea sob a mansão.

Estava vazio.

“Não há sinal deles.”

Ele socou um armário de aço.

“Eles não podiam desaparecer.”

 

 

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