“Mãe… eu me sinto estranha.”
Steven inclinou-se para ele e acariciou seu ombro com um toque suave e arrepiante.
"É só cansaço, filho. Descanse um pouco."
Lucy tentou se levantar, mas o quarto começou a girar. Ela mal conseguiu se segurar por alguns segundos antes de cair no chão ao lado do filho. Naquele instante, ela entendeu que algo terrível havia acontecido. No entanto, em vez de perder a consciência completamente, tomou uma decisão desesperada: fingiu-se inconsciente e forçou sua mente a permanecer acordada.
A ligação que mudou tudo.
Ela ouviu a cadeira sendo arrastada e, em seguida, os passos de Steven se aproximando. Ela até sentiu a ponta do sapato dele tocar seu braço, como se estivesse verificando se tudo tinha corrido conforme o planejado. Então, ele voltou para o corredor e fez uma ligação. Sua voz era baixa, urgente e estranhamente aliviada.
Lucy ouviu trechos da conversa e entendeu o suficiente para ficar paralisada por dentro. Steven estava convencido de que tudo estava indo como planejado. Ele não queria apenas se livrar dela; ele também havia incluído Tommy em seu plano. A traição estava completa.
Enquanto ele falava, Lucy ouviu outra voz do outro lado da linha: a de uma mulher, uma cúmplice, ou talvez algo mais. A conversa foi breve, mas reveladora. Havia um acordo prévio, uma intenção compartilhada e uma frieza injustificável. Steven falou de "liberdade" com uma indiferença que a deixou sem fôlego.
Eles haviam armado a cena para parecer uma tragédia.
Steven planejava voltar mais tarde e fingir surpresa.
Tommy também estava em perigo.
Quando Steven saiu pela porta, Lucy esperou alguns segundos antes de se mover. Seus dedos encontraram os de Tommy. Ele ainda estava acordado. Esse pequeno detalhe lhe devolveu uma força que ela não sabia que ainda possuía.
A Fuga e o Sinal Inesperado
Com enorme esforço, Lucy conseguiu pegar o celular e rastejar até o corredor, onde finalmente apareceu um sinal. Ela ligou para o serviço de emergência uma, duas vezes, até que a conexão fosse estabelecida. Falou com a voz trêmula, explicando que seu marido os havia envenenado e que seu filho ainda estava vivo. A atendente reagiu imediatamente e disse para ela se trancar em um lugar seguro.
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