Não me intimidei. Na verdade, ri — um som suave e melodioso que fez o maxilar de Eleanor se contrair com tanta força que ouvi seus dentes estalarem.
"Emprestados, Eleanor?", perguntei, arqueando uma sobrancelha. "Eu não sabia que era possível pegar emprestado crianças que têm a mesma estrutura facial do seu falecido marido. Mas, se você está duvidando, tenho três perfis de DNA certificados na minha bolsa. Gostaria que eu os entregasse à repórter do Chicago Tribune sentada na quarta fila? Acho que ela é sua amiga."
A respiração de Eleanor falhou. Seus olhos se voltaram para a repórter, que já digitava freneticamente no celular.
"Você trouxe um convite, não é?", sussurrou Eleanor, com a voz trêmula de raiva. "Você tinha um lugar reservado. Vá para o seu lugar. Ou vá embora."
"Ah, eu pretendo ir para o meu lugar", respondi com naturalidade. Olhei para meus filhos. "Venham, queridos. Vamos encontrar nossa mesa."
Virei-me para longe da noiva ofegante, do noivo paralisado e da matriarca trêmula. Com perfeita compostura, conduzi meus filhos para longe do altar e caminhei até o fundo da propriedade, em direção às portas barulhentas e movimentadas da cozinha.