“Minha mãe está em um asilo”, disse o homem. “O nome dela é Rosie. Ela tem demência. Nos dias bons, ela conta para todos que estão por perto que o filho dela nunca a visita.”
“Então, vá vê-la.”
Por um breve instante, seu olhar desviou-se para a janela.
"Não posso ficar de olho nela assim", respondeu. "Obrigações de trabalho. Parentes fazendo perguntas. Amigos da família. Está se tornando um problema."
Ele empurrou um maço de dinheiro dobrado para o outro lado da mesa.
"Quinhentos por semana. Visitas nos fins de semana. Chame-a de Mamãe. Finja que você é o Tim. Esse é o meu nome. Ela não vai notar a diferença, Jeremy. Ela não sabe mais quem está na frente dela."
Encarei o dinheiro.
"Isso não está certo, senhor."
"Certo não paga as contas da sua mãe."
A frase atingiu exatamente onde ele queria.
"Como você sabia da minha mãe?"
"Perguntei por aí. Você é conhecido, Jeremy. Um cara decente. Mais ou menos da idade certa. Tem a aparência certa."
Eu deveria ter recusado. Quase recusei.