"Só nos fins de semana?", perguntei. “Só nos fins de semana. Traga flores para ela, se quiser. Sente-se lá por uma hora. Sorria. Vá embora.”
Minha mão se moveu antes que minha consciência pudesse impedi-la. Puxei o dinheiro para perto de mim e senti seu peso se acomodar na minha palma como uma pequena pedra pesada.
“Quando eu começo?”
Ele quase sorriu. Por um segundo, pareceu um homem aliviado por transferir seu fardo para os ombros de outra pessoa.
“Sábado. E Jeremy. Não se apegue.”
Assenti, já consciente de que havia concordado em me tornar alguém que eu não era.
O corredor do asilo cheirava a desinfetante e rosas murchas. Minhas mãos estavam
úmidas enquanto eu repetia o nome que Tim havia me repetido insistentemente ao telefone na noite anterior.
Quarto 214. Bati uma vez, abri a porta e entrei.