Minha filha havia desaparecido no Cairo quando tinha oito anos. Vinte anos depois, eu dirigia em direção a uma fileira de garagens para alugar, com aquele cartão-postal no banco do passageiro e o coração disparado. Encontrei o número 42, levantei a porta de metal fria e me preparei para o pior. Em vez disso, caí de joelhos.
Uma mulher estava sentada em uma cadeira dobrável ao lado de três caixas de papelão. Ela me encarou. Ela me olhou como se tivesse passado a vida se perguntando se deveria me odiar.
"Você chegou rápido, Cassidy", disse ela.
Eu mal conseguia respirar. "Tara?"
Seus lábios tremeram, mas ela não se moveu. "Eu precisava saber se você viria."
Parte 2
Vinte anos antes, meu marido, Grant, havia se mudado com nossos filhos para o Cairo depois de receber uma oferta de emprego como jornalista estrangeiro. Alugamos um pequeno apartamento no segundo andar com um jardim embaixo, e Tara adorava brincar lá todas as tardes. Por um tempo, achei que éramos felizes.