Várias pessoas soltaram um suspiro de espanto. Meu pai cerrou os punhos. Camila ergueu o celular, gravando tudo.
Então Teresa cometeu o erro que destruiu sua última defesa.
Ele se levantou, tremendo de raiva.
"Eu só queria impedir que meu filho arruinasse a vida dele com uma mulher que não sabe se comportar!"
Todo o jardim congelou.
Lá estava.
A verdade, dita por sua própria boca.
Mateo soltou minhas mãos e desceu.
“Mãe”, disse ela com uma calma assustadora, “você vai se sentar”.
“Mateus, escute-me…”
“Não. Hoje você vai me ouvir.”
Teresa olhou em volta e, pela primeira vez, entendeu que ninguém estava do seu lado. Nem seus amigos de Las Lomas. Nem seus primos. Nem seu marido.
Mas antes que Mateo pudesse dizer qualquer coisa, um garçom apareceu correndo da entrada com uma grande sacola plástica transparente.
“Senhorita Valeria”, disse ele, ofegante. “Acabaram de deixar isto na recepção. Disseram que era urgente.”
Meu vestido estava lá dentro.
Amassada. Manchada de maquiagem. Com um bilhete colado.
Camila arrancou o papel e leu em voz baixa.
"Para que você aprenda o seu lugar."
Não era a letra de Teresa.
Era a letra de outra pessoa.
E quando olhei para as mesas, vi a irmã de Mateo escondendo a mão debaixo da toalha de mesa.
Restava descobrir quem havia ajudado Teresa... e por que aquela traição doía tanto.
PARTE 3
A irmã de Mateo chamava-se Lucia.
Ela tinha vinte e sete anos, um sorriso inocente e um talento perfeito para parecer inocente. Desde o momento em que a conheci, ela sempre foi gentil comigo. Ela me mandava mensagens, perguntava sobre os preparativos e me dizia o quanto estava feliz por ter uma cunhada tão genuína.