Por isso, quando vi a mão dele se esconder debaixo da toalha de mesa, senti um tipo diferente de choque.
A crueldade de Teresa não me surpreendeu.
Sim, da Lucia.
Matthew também a viu.
“Lucía”, disse ele.
Ela ergueu o olhar, com os olhos cheios de pânico.
"Que?"
“Mostre-me suas mãos.”
“Matthew, não comece.”
“Mostre-os para mim.”
O jardim estava tão silencioso que se podia ouvir o zumbido das abelhas entre as flores. Lucía retirou as mãos lentamente. Em seus dedos havia uma pequena mancha de tinta preta. A mesma tinta do bilhete.
Teresa seguiu em frente.
“Deixem-na em paz. Ela não tem nada a ver com isso.”
Dom Ricardo soltou uma risada seca.
“Teresa, pelo amor de Deus. Já chega.”
Mateo olhou para sua irmã.
“Foi você quem escreveu o bilhete?”
Lúcia engoliu em seco.
“Eu não queria que chegasse a esse ponto.”
Senti o ar saindo do meu peito.
"Então você ajudou?"
Seus olhos se encheram de lágrimas, mas não eram lágrimas de arrependimento. Eram as lágrimas de alguém que havia sido descoberto.
“Mamãe disse que só queríamos te dar uma lição”, ela murmurou. “Que o vestido apareceria mais tarde. Que todos dariam uma risadinha e que seria só isso.”