Tia Linda exclamou: "Mas você disse que ele estava morto, Mark!"
Mark respondeu rispidamente: "Porque era mais fácil."
"Mais fácil para quem?", perguntei.
Ele olhou para a esposa, esperando que ela viesse em seu auxílio.
Peguei a carta da minha mãe.
"Ela anotava tudo. Você a ameaçou, explorou sua pobreza e a fez acreditar que amar o irmão poderia lhe custar a filha."
"Mas você disse que ele estava morto, Mark!"
"Eu protegi essa família", disse Mark.
"Não. Você protegeu a versão em que Victor não existia."
A voz de Victor tremia, mas ele manteve a postura ereta. "Eu escolhi Stéphanie, enquanto você escolheu as aparências."
Mark agarrou o casaco. "Você vai se arrepender disso, Fiona. Ele vai te sugar até a última gota. Ele fez isso com a Stephanie."
"Já tenho arrependimentos demais", eu disse. "Mas não deste."
Tia Linda se colocou entre ele e a mesa do hall onde os papéis da mãe estavam empilhados.
"Eu protegi esta família."
"Saia da caixa", disse ela ao marido.
Mark olhou fixamente para ela. "Linda."
"Não", disse ela, com a voz trêmula. "Você nos disse que ele estava morto."
O silêncio voltou a reinar na sala, mas de uma forma diferente. Não era confusão, mas julgamento.
Mark não encontrou rostos amigáveis.
Então ele largou a caixa, abriu a porta com força e saiu.
"Pense fora da caixa."