Minha sogra bateu na minha perna na cozinha, e meu marido insistiu que era o castigo que eu merecia — mas três dias depois, o hospital já havia armado a cilada que os destruiria.

Encarei o gesso pesado que envolvia minha perna machucada. Digitei minha resposta com dedos firmes.

“Destrua a mentira que eles construíram.”
Capítulo 5: A Avalanche

A segunda fase não começou em um tribunal. Tudo começou em uma pequena e bem iluminada sala de conferências de um hospital, no térreo.

Quatro jornalistas investigativos locais — discretamente convidados por Collins — chegaram e montaram suas câmeras e gravadores. Sentaram-se de frente para uma longa mesa de carvalho. Ao lado deles, estavam o Dr. Reynolds, a enfermeira Emily e, bem na primeira fila, vestindo seu característico suéter azul e com um ar de orgulho feroz, a Sra. Green.

A porta se abriu e Emily me fez entrar.

A dor na minha perna latejava constantemente, um lembrete implacável da minha realidade, mas recusei-me a tomar os fortes analgésicos naquela manhã. Precisava estar alerta. Mantive a cabeça erguida, a postura perfeitamente reta na cadeira.

Collins falou. Ele não usou hipérboles; usou papel. Espalhou metodicamente as evidências sobre a mesa como um crupiê distribuindo uma mão vencedora de pôquer.