Então, o pesado portão de ferro se abriu com um estrondo.
Sakina entrou no pátio. Ela não estava sozinha. Atrás dela vinham Tanti Awa, dois anciãos da aldeia, um representante da prefeitura local e um jovem de terno impecável carregando uma pasta de couro — um promotor que Sakina contratara poucas horas depois de sair do hospital.
O sorriso de Ousman vacilou, a xícara de chá congelando a meio caminho de sua boca. “Sakina? O que significa isso? E por que essa mulher está aqui?”, ele cuspiu as palavras, lançando um olhar furioso para Tanti Awa.
“O que isso significa, tio, é que o teatro acabou”, disse Sakina, sua voz cortando o ar da manhã como vidro.
Ela caminhou até a mesa e jogou uma pasta grossa e pesada de papel pardo diretamente no prato dele, derramando chá quente sobre seu boubou branco e limpo.
“Que absurdo é esse?”, exigiu Ousman, levantando-se rapidamente, tentando manter sua autoridade. “Você volta da América e se esquece de como respeitar os mais velhos?!”
“Respeito?”, repetiu Sakina, uma raiva silenciosa e feroz queimando em seus olhos. “Abra a pasta, Ousman.”