Um motociclista vinha ao túmulo da minha esposa toda semana, e durante meses eu não fazia ideia de quem ele era.

Às vezes, antes de partir, ele colocava uma mão áspera sobre sua lápide e a mantinha ali por alguns segundos.

Como se estivesse se despedindo novamente.

No terceiro mês, eu já não aguentava mais.

Naquele sábado, saí do carro e caminhei em direção a ele.

Ele ouviu meus passos, mas não se virou.

Sua mão ainda estava pressionada contra o nome de Emily.

"Com licença", eu disse, com a voz mais áspera do que pretendia. "Sou o marido da Emily. Acho que está na hora de você me dizer quem é."

Durante muito tempo, ele não disse nada.

Então ele se levantou lentamente, virou-se para mim e parecia um homem que esperava por aquela pergunta há seis meses.

Por fim, ele disse:

"Sua esposa era minha..."