Minha sogra bateu na minha perna na cozinha, e meu marido insistiu que era o castigo que eu merecia — mas três dias depois, o hospital já havia armado a cilada que os destruiria.

Outras enfermeiras e familiares que estavam por perto pararam de conversar, virando-se para observar a confusão. A porta da sala dos funcionários se abriu e o Dr. Reynolds saiu. Sua expressão era sombria, sua postura inflexível. Ele caminhou diretamente até Ethan.

“Senhor, Senhora. Harper foi transferida para sua própria segurança”, disse o Dr. Reynolds, sua voz ecoando claramente pelo andar silencioso. “Seus ferimentos são graves e compatíveis com traumatismo contuso repetido e intencional. Além disso, ela expressou profundo medo de retornar para casa devido à violência doméstica que sofre.”

Ethan empalideceu completamente. O sangue escorria de seu rosto tão rápido que ele parecia que ia desmaiar. Seus olhos percorreram o ambiente, contando quantas pessoas o ouviam.

“Doutor, por favor, fale mais baixo”, gaguejou Ethan, tentando um sorriso nervoso e charmoso que não deu em nada. “Tudo isso é um grande mal-entendido. Minha esposa... ela tem um histórico de instabilidade mental. Ela tropeçou no cachorro da família. Foi um acidente.”

“Não me parece ser esse o caso, nem ao chefe da cirurgia”, respondeu o Dr. Reynolds em voz alta, cruzando os braços. “As fraturas dela são espirais e cominutivas. São completamente incompatíveis com um simples tropeço e queda. São compatíveis com um impacto por um objeto pesado.”

O rosto de Linda escureceu com uma raiva feia e visceral. Ela apontou um dedo bem cuidado para o médico. “Ela é louca! Ela sempre foi dramática! O senhor está dando ouvidos a uma mentirosa que está tentando arruinar a vida do meu filho!”